antes de pensar em carreira, houve curiosidade. o primeiro computador que chegou até mim não ficou inteiro por muito tempo: eu precisava entender o que havia dentro, que tipo de ordem fazia aquela máquina responder.
por algum tempo, essa relação ficou adormecida. a vida tomou outros caminhos, outras urgências, outras formas de atenção. mas certas inclinações não desaparecem; apenas esperam uma linguagem melhor.
voltar para a tecnologia não foi uma mudança brusca. foi mais parecido com reconhecer uma parte antiga de mim e levá-la a sério. hoje estudo, desenho e programo com a sensação rara de estar no lugar certo — não porque o caminho é simples, mas porque finalmente parece meu.